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Eleições

Oito partidos devem fechar com a situação

Às vésperas do fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para as convenções, o quadro político não poderia estar mais favorável para o prefeito de Adamantina Kiko Michelloni e para o DEM. A oposição não consegue emplacar um candidato e ainda é uma incógnita o nome que vai representá-la nas eleições em outubro.

Falou-se em Ivo Santos (PMDB), Gilson Parisoto (PSDB) e até na semana passada Joraci Lucianetti “Bruxa” (PTB) era tido como o homem a encabeçar o grupo oposicionista. Em entrevista ao IMPACTO na sexta-feira 20, Bruxa afirmou com todas as letras que haveria “uma coligação muito forte em torno do seu nome”.

Decorridos alguns dias, a empolgação parece ter desaparecido. O grupo formado principalmente por PTB e PSDB ainda não se entendeu e só mesmo na segunda-feira 30, deverá apontar um nome para a disputa. Cícero Mortari e Joraci Lucianetti (PTB), Luiz Carlos Galvão e Galvão Júnior (PSDB), podem se encorajar nos momentos finais.

Numa terceira via aparece o único candidato até o momento confirmado para a disputa majoritária em Adamantina. O vereador e delegado de polícia Genildo dos Santos (PDT) coligou-se com o PSC e, para muitos, poderá ser o único adversário de Kiko.

Essa indefinição e essa falta de articulação fortalecem o grupo de situação. Na segunda-feira 30, a coligação deve juntar oito partidos: DEM, PT, PV, PRTB, PP, PR, PMDB e PPS.

A questão do vice
A preocupação da situação no momento não é em relação aos adversários e sim a escolha do candidato a vice-prefeito. Está havendo muita tensão e até certa exaltação de ânimos. Em entrevistas ao IMPACTO a vice-prefeita e secretária municipal de educação Elizabeth Gomes Meirelles (PV) mostrou claramente que quer repetir a chapa de 2004.
Nos últimos dias o PT local conseguiu autorização da executiva federal para se coligar com o DEM desde que o candidato a vice-prefeito seja do partido. Essa condição deixa o prefeito Kiko numa situação difícil. A vereadora do PT Cleuza da Pastoral é o nome mais defendido pelos partidos da potencial coligação para compor a chapa com o prefeito.
Representantes do DEM afirmaram em conversa informal que nada será imposto. “Vamos resolver tudo na diplomacia”, disse um deles. A conjuntura está cômoda para o grupo da situação. Ao que parece sondagens de intenção de voto feitas pelo grupo oposicionista ajudaram a desestimular as possíveis candidaturas adversárias.

Sérgio Vanderlei
Da redação

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