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VEREADOR CELSO OSMAR MASTELINI

Foto: Maila Alves

O IMPACTO entrevista nesta semana o pre-sidente da Câmara Municipal de Ada-mantina, o vereador Celso Osmar Mastelini. Aos 52 anos de idade, Mastelini é casado, pai de três filhos e comerciante no ramo de trator e implementos agrícolas. Eleito pela segunda vez conse-cutiva, a primeira com 737 votos e a segunda com 808, atualmente seu nome é cogitado a compor uma dobradinha em 2008.

JORNAL IMPACTO – Vereador por duas vezes consecutivas. Os planos políticos para Celso Osmar Mastelini visam agora o Executivo?
CELSO OSMAR MASTELINI - Todo ser humano tem pretensões e sempre busca crescer independentemente de qual atividade. Mas temos que nos auto-analisar e não só satisfazer nosso próprio ego. Deixei minhas atividades para me dedicar à política e não a uso como fonte de renda. E mesmo acreditando ter apoio de pessoas que gostam do meu trabalho, simples e determinado, não me vejo com estrutura e preparado para pleitear uma candidatura a prefeito.

IMPACTO – Então você aceitaria ser vice de um candidato a prefeito?
MASTELINI - Na última eleição na qual o atual prefeito Kiko Micheloni foi eleito e eu reeleito vereador fui procurado por todos os candidatos para uma composição. Hoje vejo dificuldades em ser candidato a vice de alguém, pois, na minha opinião sinto que não será fácil para Kiko apontar um candidato de seu grupo a prefeito. E se ele for candidato à reeleição também terá dificuldades para escolher um entre tantos nomes em seu grupo. O que fiz na eleição passada com tranqüilidade, não vejo como algo fácil para o próximo ano.

IMPACTO – Você se elegeu vereador na primeira vez com estratégias populistas, mas depois de eleito demonstrou ser um político coerente e longe dessas práticas. Não teme que este passado populista de certa forma possa interferir numa possível indicação?
MASTELINI - Afirmo totalmente ao contrário. Por circunstâncias meu partido coligou-se a um prefeito tido como populista, na época o Laércio Rossi, e minha ascensão não surgiu da vontade deste grupo. Era o único ligado à agricultura e pessoas que sempre estiveram carentes de algo a mais ou de uma melhoria no setor investiram em mim. Meus votos não vieram do populismo e sim de atividades ligadas a agricultura. Já na última eleição meus votos foram mais pulverizados, num resultado do meu trabalho como vereador.

IMPACTO – Seria candidato a vice-prefeito de Kiko Micheloni, sendo a peça principal num eventual racha entre Kiko e a atual vice-prefeita Beth Meirelles?
MASTELINI – Não acredito que aconteça desta maneira! Se minha participação resultar num racha, prefiro até ficar de fora e ser apenas uma pessoa a apoiar. Se houver alguma possibilidade de ser candidato à vice, serei, mas se isto interferir em um resultado positivo não serei candidato a nada. Não acredito em racha, penso até que a Beth se fortalece, porém, para uma eventual não candidatura do prefeito Kiko.

IMPACTO – Como você desenha ou imagina as eleições de 2008?
MASTELINI – Muitas pessoas fizeram críticas à eleição passada, sendo taxada como uma campanha suja. Do meu ponto de vista esta será pior. Vejo pessoas interessadas em se lançar não trabalhando em cima de seus ideais ou de suas condições. Infelizmente em uma cidade pequena a principal preocupação é atingir o adversário, o que acredito ser completamente errado. Não concordo com esta estratégia e sim com propostas de trabalho que visem a comunidade.

IMPACTO – Sendo da base aliada como avalia a administração Kiko Micheloni? O que ele fez até o momento está bom ou poderia ter feito mais?
MASTELINI – Acredito que o Kiko não esteja satisfeito com tudo que fez. Temos metas, ideais e propostas, mas somente estando neste meio para percebermos a dificuldade encontrada em realizar até mesmo 50% do planejado. Vejo um bom e excelente trabalho realizado pela sua administração, porém ele não atingiu as metas que desejava. Em uma cidade jovem e em crescimento, provavelmente nunca atenderemos todas as necessidades, tanto por falta de recursos, quanto por dificuldades em conseguir emendas. Só se realiza os objetivos quando dispomos de recursos financeiros para isto.

IMPACTO – Como analisa a atual Câmara Municipal?
MASTELINI – Analiso como uma Câmara séria, com pessoas corretas e que jamais vão se corromper. Pode-se atribuir qualquer outro problema, mas não ligado às questões de seriedade e transparência. Garanto não por ser presidente, mas pelo que conheço dos oito vereadores com quem convivo.

IMPACTO – Discussões entre os vereadores parecem comuns. Isto causa mal estar e prejudica os projetos em desenvolvimento na Câmara?
MASTELINI – Acredito que não, pelo contrário, pois penso que essas discussões melhoram o trabalho dos vereadores. Discussões são fundamentais. Só acho que a hora de certas discussões deve ser corrigida. Para tudo tem local apropriado e muitos assuntos que não dizem respeito ao interesse público podem ser resolvidos num ambiente fechado.

IMPACTO – Sendo presidente do partido do ex-prefeito Laércio Rossi, como analisa a situação dele?
MASTELINI – Acho que acima de tudo o ser humano deve ser respeitado. Na questão partidária não posso falar nada por ser uma situação recente. Nem ao menos tive tempo de falar com ele sobre o assunto e não tenho uma posição certa sobre sua candidatura. Sabemos que está inelegível e automaticamente já perdeu o direito da filiação. O próprio Laércio via dificuldades em retornar e ser candidato e, diante disto, me parece que está reagindo bem aos acontecimentos.

 

 

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