Fotografo: Tailane Muniz/CORREIO
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Sem Legenda

Um homem foi morto a tiros na manhã deste sábado (26) ao deixar o festival Bailão Salvador, que acontecia desde a noite de sexta, na Arena Fonte Nova, região do Dique do Tororó. À reportagem, testemunhas relataram que a vítima se desentendeu com outro homem no banheiro do camarote.
 
Um rapaz, que afirma ter presenciado parte da discussão, contou que a vítima foi ameaçada de morte cerca de duas horas antes do crime. 
 
“Ele ainda disse: ‘Você vai me matar nada, otário”. Ele desacreditou e na hora da saída acabou sobrando”. A vítima ainda não foi identificada, mas, segundo a testemunha, era um homem branco, entre 20 e 25 anos. A Policia Militar foi prorucrada, mas ainda não retornou o contato. 
 
O crime aconteceu por volta de 5h40. Segundo relatos de outras duas mulheres, que também preferem não se identificar, houve “muita correria”.
 
“As pessoas estavam saindo, mas já tinha muita gente aqui do lado de fora. Ninguém nem viu se esse assassino chegou a sair [da Arena] ou se já estava dentro armado”, conta. 
 
No festival, se apresentaram o cantor de funk Kevin O Chris, além de O Poeta e a principal atração, a banda La Furia, que gravou um DVD.
 
‘Muitos tiros’
Do lado de fora, as irmãs ambulantes Carla, 35, e Carina dos Santos, 29, viram a correria. De acordo com elas, a vítima recebeu a maior parte dos tiros no rosto e morreu no local. 
 
“Foi uma coisa horrível, assustadora. Nós corremos também porque não dava nem pra saber de onde vinham os tiros. Foi uma rajada”, resumem.
 
Em anonimato, um outro vendedor ambulante disse que ouviu os relatos da briga que ocorreu com o rapaz morto nas dependências do show. “Também ouvi que ele estava lá dentro trabalhando, mas não sei em que área. Parece que o cara saiu e pegou a arma no carro”.
 
O corpo da vítima foi retirado do local após perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) por volta das 7h30 e encaminhado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), onde aguarda a identificação de familiares.
 
Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigam o caso.