Fotografo: Reprodução
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Em 2019, o debate sobre problemas relacionados ao transporte público ocupou espaço significativo na pauta da Câmara Municipal. Vereadores, repetidamente, cobraram do Governo Municipal uma posição para viabilizar a melhoria dos serviços oferecidos à população. Empresas sem cumprir contrato, transporte irregular, mobilidade urbana, irregularidades no transporte escolar e outros assuntos ligados ao transporte foram apresentados pelos parlamentares e discutidos com setores da sociedade para que soluções fossem tomadas.

Zona rural sem transporte escolar – Em meados de 2019, denúncias em veículos de comunicação e reclamações de alunos e seus familiares chegaram à Casa dando conta da falta de transporte escolar municipal em algumas localidades da zona rural. O problema foi causado em decorrência do processo de licitação para esse serviço. A população criticou a Prefeitura por fazer muito tarde a licitação, já dentro do ano letivo, deixando alunos sem aula por falta de transporte. Foi relato problemas em localidades rurais como Limeira, Pradoso, São Sebastião, Bate-Pé, Capinal, Iguá e Inhobim. O tema foi debatido em reuniões e na tribuna da Câmara pelos vereadores que cobraram uma solução por parte da Prefeitura. Esta, à época, garantiu que resolveria o problema e garantia o cumprimento de 200 dias letivos, sem prejuízo para os alunos.  

Crise no transporte coletivo – Logo nos primeiros meses do ano, a população foi surpreendida com a suspensão das atividades da Viação Cidade Verde em linhas que havia assumido com a retirada da Viação Vitória, no fim de 2018. O não cumprimento dos acordos entre Cidade verde e a Prefeitura foi uma das alegações da empresa para abandonar as linhas. A partir daí diversas discussões começaram a surgir e a Câmara Municipal entrou no processo como conciliadora entre empresa de ônibus e Prefeitura. Diversas reuniões na Casa do Povo foram realizadas com a intenção de se chegar a um acordo. 

“Ninguém defendeu a Cidade Verde nesta Casa mais do que eu, e continuo fazendo essa defesa. A empresa presta um serviço de qualidade, mas temos um compromisso com a verdade. Quem foi intransigente e desrespeitou o Legislativo, não comparecendo as reuniões, foi a Cidade Verde e não o Executivo Municipal”, contou o presidente da casa, Luciano Gomes durante as negociações.

Durante o processo, a Casa montou uma comissão especial para acompanhar o desdobramento do caso. Com a saída da Cidade Verde do Lote 1, a comissão de vereadores apresentou ao prefeito demandas dos usuários, principalmente os da zona rural que ficariam sem transporte público. Em resposta, o Executivo contratou, em caráter emergencial, ônibus para suprir essa necessidade até que o problema fosse resolvido inteiramente. “Procuramos o prefeito porque nós vereadores não podíamos deixar que a zona rural ficasse sem ônibus”, explicou o presidente da Câmara. Ele avalia que naquele momento foi a melhor decisão tomada.  Uma nova empresa de ônibus passou a operar na cidade suprindo as linhas que até então eram de competência da Viação Vitória. A Viação Rosa vem sendo administrada pela própria Prefeitura. 

Transporte alternativo em pauta – Em setembro, após diversas discussões em torno do transporte público e alternativo da cidade, vereadores participaram de uma Audiência Pública sobre o Plano Municipal de Transporte Público, realizada pelo Governo Municipal. Atualmente os parlamentares vem cobrando, de forma intensa, uma solução para o transporte alternativo na cidade, uma expectativa não só dos vereadores, mas sobretudo de motoristas e também dos usuários do transporte público.

Em 2020, a comissão formada por vereadores para fiscalizar o transporte público continuará atuando sempre em busca de um serviço de qualidade para a população.