Fotografo: Reprodução
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Sem Legenda

Na manhã desta sexta-feira, 8, aconteceu a Sessão em homenagem ao dia do Servidor Público, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista. A bancada composta pelos vereadores de oposição ao atual gestor estava completa, enquanto na situação só tinham os vereadores Jorge Bezerra (SD), Luis Carlos Dudé (PTB) e Edjaime Rosa/Bibia (PMDB).
Na mesa, estavam presentes representantes do Sinicato Municipal do Magistério Público de Vitória (SIMMP), Sindicato do Servidores Municipais (Sinserv) e Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (Sindacs).
 
Em sua fala a presidente do SIMMP, Ana Cristina Novais, exclamou o orgulho de ser servidora pública, mas, quanto à atual administração, disse que “é triste, parece que a gente está voltando 40 anos no tempo. Esse governo realmente não cumpre lei e a gente tem como provar. A Constituição Federal, no artigo 37, diz que é obrigatório fazer recomposição salarial anual, então não existe reajuste zero. O que a gente tem como servidor público nesse momento é dizer que vivemos um desastre de governo que sequer cumpre a carta magna que é a Constituição”.
A Diretora de Assuntos Pedagógicos e Culturais, Ana Cláudia da Mata, também estava na mesa e em sua fala ressaltou as perseguições sofridas pelos Profissionais da Educação. “Estamos aqui também para denunciar que estamos em luta pelo plano de carreira das monitoras que trabalham com crianças de dois e três anos. Elas estiveram aqui para entregar o Plano de Carreira e, na prefeitura, mas a senhora vice-prefeita não recebeu. Ela se negou a receber o Plano de Carreira das servidoras municipais que trabalham com crianças das creches. Tem Servidor Público laudista que adoeceu no trabalho e é desrespeitado pelo nosso Governo Municipal, sendo obrigados a trabalhar doentes e ainda tem salário cortado, cinco meses de salário cortado”, explicou.
Os demais sindicatos também ressaltaram a dificuldade de ser Servidor Público no atual cenário político. O vereador Luís Carlos Dudé (PTB) questionou a veracidade das publicações do SIMMP em sua fala, mas a presidente rebateu mostrando comprovações das denúncias publicadas. “Perseguição existe e é muito covarde” disse Ana Cristina, que ainda completou: “conseguir provar que a gente mentiu é muito difícil, estou aqui com o quinto contracheque zerado da colega e com a lista de presença assinada pela diretora comprovando que ela trabalhou”.
Os poucos presentes na bancada de situação demonstraram o desdém destes em relação às pautas do Servidor Público. Enquanto eles podem faltar sessões, alguns profissionais sofrem perseguição salarial. São os servidores que mantêm a cidade, da educação à saúde. Porém, os ataques em sequência revelam a promiscuidade da relação da cadeia da massa trabalhadora. Os que estão na base seguem sendo explorados para manter os altos salários dos que ocupam os lugares mais acima. No entanto, é bom sempre ressaltar que sem alicerce bem feito, uma hora a casa cai.