Fotografo: Agência Brasil
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A vice-diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mariângela Simão, disse nesta quarta-feira (13) que é possível "ter certeza" de que o Brasil não terá uma vacinação em massa contra o novo coronavírus já em 2021.
 
"Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada", afirmou em entrevista à CNN Brasil.
 
Mariângela ainda disse que "é razoável" imaginar que até o final de 2021, "com tudo correndo bem", existam "duas ou três vacinas aprovadas" contra a covid-19.
 
"Eu diria que 2022 é um ano que vamos ter mais vacinas porque a gente está com tanta vacina em desenvolvimento... É provável que a gente tenha ainda outras vacinas que cheguem no ano que vem provando serem seguras e eficazes", pontuou.
 
"O importante agora não é imunizar todo mundo num país, o que é impossível: é imunizar aqueles que precisam em todos os países", concluiu.
 
Johnson & Johnson
Nesta segunda (12), a americana Johnson & Johnson suspendeu temporariamente os ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus "devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo", disse a empresa.
 
A fase 3 da vacina da Johnson & Johnson começou a recrutar voluntários no fim de setembro principalmente nos Estados Unidos, mas também na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México, no Peru, na África do Sul e também no Brasil.
 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou nesta quarta que foi comunicada pela Johnson & Johnson sobre a paralisação dos testes e disse que o estudo "continuará interrompido" no Brasil até que o efeito adverso no voluntário seja explicado.