Fotografo: BÁRBARA FERREIRA
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Tragédia com mais de 240 mortos identificados completa cinco meses nesta terça-feira

O delegado titular da Delegacia de Meio Ambiente da região de Brumadinho, Luiz Otávio Paulon, afirmou, nesta terça-feira (25/06/2019), que houve detonação de explosivos dentro da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, antes de a barragem B1 se romper. No entanto, a Vale negou a detonação antes do colapso.
 
A detonação, de acordo com a Polícia Civil, ocorreu dentro da cava, que fica a 1,5 km de distância da barragem. A corporação ainda investiga se estes explosivos tiveram influência no desabamento da estrutura, que causou a morte de 245 pessoas e deixou 25 desaparecidos, segundo dados da Defesa Civil divulgados no final de maio.
 
Duas testemunhas afirmaram que escutaram explosões dentro da mina no dia 25 de janeiro, mas os horários relatados divergem em cerca de uma hora. “Existe realmente essa divergência em relação ao horário. Efetivamente, houve sim a detonação de explosivos dentro da cava de Córrego do Feijão. A perícia já tem a documentação e até mesmo filmagem sobre todo o complexo do Córrego do Feijão”, disse o chefe da investigação.
 
A Vale, por meio de nota, rebateu a informação da Polícia Civil e garantiu que não houve detonação na minas do Córrego do Feijão e Jangada antes do rompimento da barragem. De acordo com a mineradora, as detonações de explosivos são “inerentes à atividade minerária e as recomendações da empresa de auditoria eram conhecidas e consideradas pela área geotécnica na execução das atividades no complexo”.