Fotografo: Divulgação
...
Sem Legenda

Apesar do ascendente crescimento das tecnologias de ponta para o campo que demandam a conectividade, ainda existe uma lacuna importante no agronegócio quando o assunto é acesso à internet. Uma pesquisa recente da Embrapa, Sebrae e Inpe aponta que para 61,4% dos profissionais da área esse é um entrave para a adoção da tecnologia digital. O registro das jornadas dos funcionários rurais é outro ponto prejudicado, mas já começam a surgir soluções como o DT Faceum, um sistema que funciona também em modo off-line e resolve um problema antigo do setor.
 
De acordo com Dimas Fausto, presidente da Dimastec, esse é o primeiro sistema totalmente desenvolvido no Brasil que conta com funcionalidades como reconhecimento facial, georreferenciamento e Inteligência Artificial. Para ele, a tecnologia é uma alternativa aos relógios de ponto tradicionais por oferecer custos menores e propiciar que os registros das jornadas sejam feitos corretamente, considerando até mesmo os intervalos para lanches / refeições e descanso do pessoal do agronegócio.
 
“Como as pausas ocorrem longe da base, a marcação de ponto acaba se tornando complexa, exigindo um controle maior. Ainda, pode ser um entrave na produtividade dos colaboradores e gerar custo com efetivo, um custo dispensável, já que esses profissionais podem ser alocados em funções mais estratégicas”, comenta Fausto.
 
Funcionando a partir de smartphones e tablets, o DT Faceum é mais barato também do que os tradicionais relógios. Segundo cálculos feitos pelo empresário, em média, R$ 1,5 mil são dedicados à manutenção anual de cada equipamento instalado. Já o valor unitário para a compra é de cerca de R$ 3 mil para empreendimentos de grande porte, independentemente do segmento em que atuam.
 
Para facilitar a marcação de ponto, Fausto pontua que o relógio chega a ser instalado nos ônibus rurais que levam os colaboradores até a área de trabalho, mas ainda assim há um problema. “Apesar de ser uma solução imediata, os dispositivos ficam sob condições contraindicadas, por exemplo, em ambientes muito quentes devido à alta incidência solar. Com isso, é maior a chance de apresentar algum tipo de defeito e demandar mais manutenção. Ou seja, o custo cresce, e não estamos levando em consideração o investimento em materiais pouco sustentáveis, como as bobinas que registram o ponto.”
 
Por ter a capacidade de ser adaptado a todo tipo e tamanho de empreendimento, o novo sistema deve substituir o relógio de ponto em um curto prazo de tempo, estima Fausto. Ainda, tem como vantagem as atualizações constantes, que podem ajudar a resolver problemas antigos de categorias variadas. “Não é sustentável pensar em pontos físicos para registro de pontos. As empresas precisam acompanhar as tendências de mercado, que aceleraram muito neste ano. A evolução deve ser constante e cada vez mais ágil, para que possa, assim, atender às mais variadas situações e desafios, como os impostos pela covid-19.”
 
Outras informações sobre o sistema e a empresa situada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde o agronegócio tem bastante força, constam no site http://www.dimastec.com.br.