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Foi lançado em Vitória da Conquista a PrEP – Profilaxia de Pré-Exposição, que consiste na adoção de mais uma estratégia de prevenção ao HIV. O Município foi contemplado pelo Ministério da Saúde para receber a medicação que já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A PrEP é um comprimido de uso diário feito de uma combinação de medicamentos antirretrovirais (ARVs) que ajudam a bloquear as vias de acessos que o HIV usa para infectar o organismo. “A PrEP é utilizada antes da exposição sexual e é mais uma medida da prevenção combinada. Esse método é um auxílio, visto que já que chegamos ao número de 40 mil novos casos só esse ano no Brasil e isso mostra que a prevenção em geral não está funcionando. Então nós usamos a PrEP como um medicamento de uso contínuo. Sete dias após o uso já pode ter relação anal e após 20 dias de uso para ter relação vaginal”, explica Kamila Dantas, enfermeira do CAAV.
 
Segundo o Ministério da Saúde, o público-alvo a se atingir com a PrEP é composto por: gays, homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo; casais sorodiscordantes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não) e pessoas que tenham múltiplos parceiros sexuais sem o hábito do uso de preservativo.
 
A PrEP está sendo disponibilizada no CAAV de forma gratuita à população de Vitória da Conquista e região. “A pessoa pode buscar esse serviço tendo conhecimento da medicação por se encaixar em uma dessas populações com risco de exposição ou assim que um paciente adentrar ao serviço do Centro e os nossos profissionais de saúde observarem a necessidade do uso da PrEP”, afirma a coordenadora do CAAV, Riviane Santana.
 
Vale destacar que mesmo dispondo do novo método de prevenção, não deve se dispensar a utilização do preservativo durante a relação sexual. Esse medicamento só previne contra o HIV e podem ocorrer outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como a sífilis, gonorreia, clamídia, dentre outras.
 
Dados sobre o HIV no município
 
Em Vitória da Conquista, já foram detectadas 593 pessoas com HIV. Em 2018, foram registrados 94 casos, 70 do sexo masculino e 24 do sexo feminino. Enquanto que em 2019, do mês de janeiro até o momento, foram detectados 28 novos casos da doença, 25 do sexo masculino e três do sexo feminino.