Fotografo: Reprodução
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Depois de ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para chefiar a missão brasileira de ajuda o Líbano, o ex-presidente Michel Temer ainda precisará da autorização da Justiça antes de sair do Brasil.
 
A informação foi confirmada neste domingo (9) pelo advogado de Temer, Eduardo Carnelós, que também afirmou que o pedido para que a viagem seja realizada já está pronto para ser entregue à Justiça.
 
O ex-presidente ainda cumpre obrigações impostas no momento em que deixou a cadeia, como a retenção do passaporte. Por duas vezes, no ano passado, precisou recorrer a juízes de segunda instância para fazer viagens internacionais.
 
O ex-presidente é alvo de sete processos que tramitam no Rio, Distrito Federal e em São Paulo e chegou a ser preso preventivamente pela operação Lava Jato fluminense em março de 2019.
 
Temer, que é filho de libaneses, foi convidado para liderar a missão brasileira de apoio ao país no Oriente médio.
 
A capital libanesa foi atingida por uma enorme explosão que ocorreu na terça (4) em sua região portuária e deixou ao menos 158 mortos, além de cerca de 6.000 pessoas feridas. Depois do incidente, uma série de protestos começou na cidade.
 
Em nota, Temer se disse honrado com o convite. "Quando o ato for publicado no Diário Oficial serão tomadas as medidas necessárias para viabilizar a tarefa", afirmou o ex-presidente.
 
Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com ajuda humanitária deve partir para o Líbano nos próximos dias.