Fotografo: Adriano Albuquerque
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Sem Legenda

 
 
 
Ao contrário de grande parte dos lutadores do Ultimate, Cris Cyborg procurou não polemizar sobre o resultado do exame antidoping de Jon Jones, que acabou fazendo com que o UFC 232 fosse transferido de Las Vegas para Los Angeles. A campeã peso-pena do evento, que neste sábado coloca o cinturão em jogo contra Amanda Nunes, acredita que é preciso dar um voto de confiança ao trabalho feito pela USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos) junto à organização.
 
- Foi a primeira vez que isso aconteceu, normalmente tirariam o Jon Jones do card. Mas quem sou eu para julgar alguém? Na verdade, se eles acham que o Jon Jones merece isso, que já estava no sistema dele, vamos confiar. Eu também faço parte do programa da USADA. Vamos dar um voto de confiança - disse ela em entrevista exclusiva ao Combate.com.
 
A brasileira recebeu a nossa equipe com exclusividade na academia onde fez a preparação para o combate, em Huntington Beach, a uma hora de onde será realizado o evento. A curitibana contou que ficou sabendo da mudança de local do evento, primeiramente, pela Internet, na tarde de domingo. Apesar de não ter tido o treinamento prejudicado, Cyborg não gostou da forma como foi feito o comunicado.
 
- Eu acho que o correto seria ter uma ligação com todos os lutadores que vão estar no evento e não nós sermos informados pela Internet. Acho que o UFC e o Jon Jones já sabiam antes de domingo. Nós tínhamos que ser informados para a gente se organizar também. Pensei na minha família e no meu time porque todos estavam indo para Vegas. Comecei a ligar para todo mundo para que cancelassem voos e hotel. Foram menos de seis dias, muita gente não conseguiu recuperar nada do que cancelou. Para mim foi legal porque foi perto de casa, mas penso em todas as pessoas, meus fãs, que fizeram tudo para ir para Las Vegas.