Fotografo: Reprodução
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A Bahia é um dos estados citados pelo deputado federal Heitor Freire (PSL- CE) como um dos que possuem uma
“filial” do chamado “Gabinete do Ódio”, responsável por organizar e disseminar massivamente notícias falsas, as fake news, e ataques a instituições e outras personalidades nas redes sociais. 
 
 
O destaque do depoimento de Freire tomado na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal  (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou mandatos de busca e apreensão e quebra de sigilo fiscal e bancário, assim como bloqueio de perfil nas redes sociais de investigados no inquérito que investiga tais crimes. 
 
 
Em seu depoimento, segundo a decisão de Moraes, o deputado explicou que “ o ‘Gabinete do Ódio’, que se especializou em produzir e distribuir Fake News contra diversas autoridades, personalidades e até integrantes do Supremo Tribunal Federal”, “coordena nacional e regionalmente a propagação dessas mensagens falsas ou agressivas, contando para isso com a atuação interligada de uma grande quantidade de páginas nas redes sociais, que replicam quase instantaneamente as mensagens de interesse do ‘gabinete’”.
 
 
 
A organização conta ainda com vários colaboradores diferentes nos estados, sendo “a grande maioria assessores de parlamentares federais e estaduais”, afirma o depoente.
 
 
 
“Esse esquema é repetido em diversos outros Estados, podendo o depoente referir-se expressamente a Paraíba, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Possivelmente essas filiais existam em todos os estados da federação”, afirmou Freire. 
 
 
A decisão de Moraes destaca ainda trechos de depoimentos prestados pela deputada federal Joice Hasselmann, Alexandre Frota e Nereu Crispim. Para Moraes, as informações “acostadas aos autos, [do inquérito no STF] inclusive laudos técnicos, vão ao encontro dos depoimentos dos Deputados Federais ouvidos em juízo, que corroboram a suspeita da existência dessa associação criminosa”.