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Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição responsável pelo relatório que apontou irregularidades nas últimas eleições presidenciais na Bolívia, se pronunciou por meio de nota emitida nesta segunda-feira (11). Apesar da demora em se posicionar, a secretaria-geral da OEA afirmou que rejeita a "saída inconstitucional" de Evo Morales e pediu respeito ao "Estado de Direito".
 
"Diante da crise política e institucional da Bolívia, a Secretaria-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) rejeita qualquer saída inconstitucional da situação. A Secretaria-Geral pede pacificação e respeito ao Estado de Direito.", diz o texto.
 
A OEA solicitou com "urgência" que a Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia se reúna para garantir um novo processo eleitoral que nomeie novos representantes.
 
No relatório feito pela OEA na época da reeleição de Evo Morales constam suspeitas de adulterações e assinaturas falsificadas nas atas. As possíveis manipulações, portanto, justificariam uma investigação mais profunda, de acordo com a organização. Apesar disso, a OEA admite que o presidente boliviano deposto teria ficado de toda forma na primeira posição, mas sem a diferença de 10 pontos percentuais que dispensou o segundo turno.
 
Após a publicação do relatório, Evo Morales garantiu convocar novas eleições e se comprometeu em atender às mudanças exigidas. Em recente entrevista, sem mencionar nomes, o então presidente afirmou que o relatório era mais "político" que "técnico".