Fotografo: Geraldo Magela/Agência Senado
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Sem Legenda

Presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Conselho Curador da Fundação João Mangabeira (FJM), Carlos Siqueira avaliou a participação do Partido dos Trabalhadores (PT) na crise política e na eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Em entrevista a Mário Kertész hoje (6), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, ele declarou que a legenda petista tem parcela de culpa por não se preocupar com a unidade do bloco de esquerda.
 
"O PT tem uma grande contribuição negativa ao ponto que chegamos. Porque o PT é um partido aistórico. Esse partido, em 1985, quando tínhamos que vencer e sair do regime autoritário, se negou a participar do ato político do colégio eleitoral contra Tancredo Neves, que era a única saída que nós tínhamos, e inclusive puniu os pouquíssimos parlamentares que votaram em Tancredo Neves. Depois, na Constituinte mais democrática e nos trouxe os melhores direitos sociais, decidiu orientar os parlamentares a não assinar a Constituinte de 88", citou Siqueira.
 
"Depois, veio a primeira eleição presidencial, veio o impeachment de Collor, pelo qual também lutaram conosco. Veio o governo de Itamar, um governo de união nacional, sério e que tirou o país do atoleiro político e econômico em que se encontrava. O PT foi uma oposição a tudo isso, não participou nada disso", avaliou.
 
Para o dirigente partidário, o partido erra ao querer ter mais força política e não abrir espaço para legendas menores no âmbito político. "É um partido que sempre está na contra-mão. Se tivesse juízo, em 2018 tinha aberto mão de uma candidatura própria e procurado com nós da esquerda um nome da sociedade que pudesse representar a renovação e tirar o país da ameaça e do momento em que estamos vivendo. Esta falta de compreensão segue", declarou Carlos Siqueira.
 
"Permanentemente, nos momentos cruciais do PT, entre o Brasil e o PT, sempre optaram por si próprio e continuam fazendo isso. Essa é a lástima. É lamentável, porque é um partido grande, de peso ainda, mas que erra permanentemente. É a falta de visão dos problemas nacionais e dos objetivos de um partido político, que deve ser o país e sua população, não seus próprios interesses eleitorais", acrescentou.