Fotografo: Lucas Lima/ UOL/Folhapress
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Sem Legenda

Uma acusação de plágio feita por uma escritora contra o padre Marcelo Rossi terminou na prisão dela e de suas duas advogadas por estelionato, na última quinta-feira (9). De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Izaura Garcia de Carvalho Mendes,  de 65 anos, tentava aplicar um golpe milionário com a acusação. Ela pedia R$ 51,6 milhões de indenização por conta do suposto plágio. 
 
Uma investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPim), da Polícia Civil, mostrou que Izaura fraudou o registro de um texto na Biblioteca Nacional. Na Justiça, ela alegou que o padre o copiou e o usou sem dar crédito no livro Ágape.
 
"O livro que ela afirma ter sido plagiado pelo padre não existe. É uma fraude", resume o delegado Maurício Demétrio, titular da Delegacia de Combate à Pirataria no Rio. Elas respondem ao processo em liberdade. 
 
As três mulheres tiveram a prisão decretada por esta e outras três infrações: formação de quadrilha, denunciação caluniosa e estelionato. As informações foram divulgadas no último domingo (12), no Fantástico.
 
O livro vendeu 10 milhões de exemplares entre 2010, quando foi lançado, até abril deste ano, quando foi retirado de circulação por uma decisão judicial movida por ela. Em 2013, Izaura fez um acordo com a Editora Globo e recebeu R$ 25 mil numa primeira ação.
 
Em uma nova ação contra a editora do livro, que manteve na obra o trecho que Izaura diz ser seu, a Justiça determinou, em 11 de abril passado, a proibição de venda do "Ágape" e o recolhimento de todos os livros que estão no mercado, cobrando dessa vez os R$ 51, 6 milhões em indenização. 
 
No livro, o padre atribui o poema à Madre Teresa. O site oficial do Centro Madre Teresa de Calcutá, no entanto, afirma que este é um dos mais famosos textos falsamente atribuídos à religiosa. A suspeita dos investigadores é que Izaura registre textos como esse, de autoria desconhecida, para exigir direitos autorais.
 
Lançado em 2010, o livro é um fenômeno editorial e atingiu a marca de dez milhões de exemplares vendidos no mês passado. O padre Marcelo Rossi disse ao Fantástico que não comentaria o caso, mas que já perdoou Izaura.