Fotografo: Reprodução
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Sem Legenda

Priscilla Coelho, 32, ex-mulher de Ronaldinho Gaúcho processa o ex-atleta por uma agressão que teria sofrido em 2018, quando ainda estávam juntos. Em entrevista ao Universa, Priscilla disse que a "violência foi o principal motivo" para ela mover a ação judicial.
 
Quando ocorreu a agressão, ela e Ronaldinho viviam um "trisal" (relacionamento amoroso que envolve três pessoas), junto com outra mulher chamada Beatriz. Além de uma indenização, Priscilla também cobra, na justiça, a partilha dos bens adquiridos por ele entre 2012 e 2018, período em que os dois, segundo ela, ficaram juntos.
 
"Me arrependo amargamente de não ter chamado a polícia. Durante uma briga, ele me empurrou com força e eu caí no jardim do vizinho. Tinha espinhos na grama e eu me machuquei bastante. Passei duas horas ali, chorando, sem acreditar no que tinha acontecido. Não denunciei porque pensei que pudéssemos conversar e nos resolver; afinal, foram seis anos juntos. Mas me enganei", diz ela.
 
A briga que culminou na agressão, de acordo com Priscilla, aconteceu durante uma festa em casa. "Uma ex-namorada dele ligou duas vezes. Na segunda vez, o celular dele estava comigo. Eu entreguei o aparelho ao Ronaldo e disse: 'É ela, de novo'. Ele ficou bravo e falou que ex-namoradas poderiam ligar a hora que quisessem e que se eu estivesse insatisfeita, deveria pegar minhas coisas e ir embora. Falei que ele não tinha me achado no lixo e que não tinha direito de me tratar assim", diz.
 
Priscilla, que é analista de marketing, conta que, depois dessa resposta, o ex-jogador ficou agressivo. Além das supostas agressões, ele teria pedido para que a mulher deixasse a casa. 
 
"Ele me pegou pelo braço e disse que me ajudaria a arrumar minhas coisas para que eu saísse. Pedi pra conversar, mas ele entrou no carro pra sair de casa. Fui atrás, e ele me empurrou com força. Passei três dias sem comer, trancada no quarto, tentando falar com ele", contou ela ao Universa.
 
A decisão de deixar o apartamento em que morava com o jogador e a segunda mulher dele, Beatriz, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, aconteceu após uma conversa com ela. 
 
"A Bia achou que ele não voltaria para conversarmos. Decidi então ir para um hotel. Liguei pra ele para, mais uma vez, tentarmos conversar, e ouvi: "Tu ainda não foi pra sua casa?'. Coloquei minhas 11 malas no carro e parti para Belo Horizonte. Foram cinco horas de viagem, chorando."
 
O trisal
 
Priscilla diz que o ex-namorado era ciumento e já havia apresentado comportamentos agressivos. Segundo ela, Ronaldinho obrigou as duas mulheres a apagarem todos os contatos de amigos dele do celular delas. "Quando tinha gente em casa, ele mandava eu não andar de shorts", diz. "Durante as discussões sobre ciúme, ele ficava bastante irritado e aumentava o tom de voz. Ao mesmo tempo, um monte de mulher mandava mensagem para ele e a gente tinha que aceitar."
 
A decisão de virar um trisal teria partido de Ronaldinho. Enquanto ele e Priscilla namoravam, o ex-jogador teria conhecido Beatriz, que fora colega de Priscilla na escola.
 
"Um dia, ele me disse que gostava dela e que não podia escolher só uma de nós. Para que continuássemos namorando, eu teria que aceitar isso. Não me importei, sinceramente. Tem tanto homem com amante por aí... Pelo menos a gente sabia o que estava acontecendo. A Bia e eu não namorávamos. Nosso ponto em comum era ele".
 
Ronaldinho nega
 
O advogado de Ronaldinho Gaúcho, Sérgio Queiroz, negou ao Universa que o ex-jogador tenha agredido Priscilla. Segundo ele, não houve, inclusive, acordo para pagamento de pensão até que a analista de marketing voltasse ao mercado de trabalho. "Além disso, não recebemos, até o presente momento, algum processo movido por Priscilla".
 
Questionado se a jovem estaria mentindo, o advogado diz: "Se ela disse isso, está faltando com a verdade".