Fotografo: Divulgação
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O Brasil atingiu o maior volume de exportação de feijão da história. Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), em 2019, o país embarcou mais de 165 mil toneladas do produto e faturou US$ 111 milhões.
 
Esse resultado se deve ao avanço do desenvolvimento de novas cultivares, explica o presidente da entidade, Marcelo Lüders. Segundo ele, em 2010, o Brasil possuía apenas suas variedades de feijão para exportação, contra nove tipos diferentes atualmente,
 
“Essa pouca variedade reduzia a quantidade de países que tínhamos  como possíveis clientes. Em 2019, nós exportamos para mais de 80 países. Isso se deve ao crescimento do setor nos últimos tempos”, explica.
 
Com isso, produtores rurais conseguiram preços melhores , principalmente pelo feijão carioca, o mais plantado no Brasil. Além disso, no ano passado, o agricultor teve maior tranquilidade na comercialização. 
 
“Tudo que foi plantado de feijão rajado, vermelho e preto não foi plantado de feijão carioca. Se fosse plantada uma maior área de carioca, é provável que o produtor tivesse enfrentado dificuldade em junho, julho, agosto e setembro, quando se tem um pico de volume maior no mercado”, comenta.
 
Perspectivas para 2020
 
Lüders afirma que este ano deve ser promissor para o setor de feijão. Segundo ele, empresas exportadoras devem participar de uma missão presidencial para a Índia no fim de janeiro. “Devemos tratar sobre como podemos atender a demanda indiana por feijões, que é crescente”, disse.
 
Outro mercado que o Brasil segue de olho é a China. “Os entendimentos estão adiantados para exportarmos outros tipos de feijões além dos já embarcados”, completa Lüders.