Fotografo: Reprodução/Globocop
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O número de mortos no incêndio que atingiu o Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio, subiu para 11, segundo a Defesa Civil. Durante a madrugada desta sexta-feira (13), 10 corpos foram retirados do prédio após uma varredura feita pelo Corpo de Bombeiros. A primeira vítima havia sido localizada no início da noite de quinta-feira (12). O número de mortos, no entanto, pode não ser definitivo. Bombeiros seguem vasculhando o local à procura de desaparecidos – pacientes ou funcionários da unidade. Nenhuma vítima foi identificada ainda. Familiares de pacientes passaram a noite no local.
 
A varredura dos bombeiros começou por volta das 21h45, cerca de uma hora após o fogo ter sido considerado debelado, e seguiu pela madrugada. Os corpos foram retirados em sacos e levados ao Instituto Médico-Legal (IML). Familiares serão recebidos no local para identificarem as vítimas na manhã desta sexta. Anteriormente, 14 pessoas haviam sido removidas do prédio, transportadas por 10 ambulâncias da rede municipal de Saúde para unidades particulares. Mas muitos pacientes, entre eles vários idosos, seguiam sendo transferidos para outros pontos de saúde públicas e particulares. Um prédio anexo ao hospital, inaugurado em 2018, também foi usado para atendimento.
 
Ao todo, 103 pessoas estavam internadas na unidade no momento do incêndio. O número de funcionários do hospital não foi informado. Enfermeiros, médicos, bombeiros e moradores da região ajudaram a acomodar pacientes em colchões nas calçadas e em uma creche vizinha. O fogo começou por volta das 18h30 em um dos prédios do complexo – o mais antigo, aberto em 2000. Funcionários montaram uma espécie de hospital na Rua São Francisco Xavier, com os colchonetes e lençóis que foram jogados pelas escadas para improvisar o atendimento.
 
De acordo com a direção do hospital, a principal suspeita é que tenha havido um curto-circuito no gerador do prédio 1, espalhando fumaça para todos os andares do prédio antigo. Ainda segundo a direção, os pacientes do Centro de Tratamento Intensivo 1 (CTI) foram retirados e receberam os primeiros atendimentos na rua Arthur Menezes por volta das 19h30. Os pacientes do CTI 2, que tem 20 leitos, também foram retirados. Segundo moradores, pacientes e funcionários começaram a sair do hospital assim que o incêndio começou. O dono da creche que fica ao lado do hospital contou que, inicialmente, os pacientes que têm quadro de saúde mais grave foram levados para lá. Moradores vizinhos ao Hospital Badim precisaram deixar suas casas rapidamente. O motivo da pressa foi o medo que as paredes que ficam coladas ao hospital pudessem desabar. A energia elétrica foi desligada pela Light para facilitar o trabalho das equipes de atendimento e resgate.
 
 
Foto: CELSO PUPO/FOTOARENA