Fotografo: Reprodução/Facebook
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A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais ao empresário Hermes Freitas Magnus, o primeiro denunciante da Lava Jato, por tê-lo citado como um "delator" em um livro sobre a Lava Jato. A decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi divulgada na coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

Em março de 2018, Magnus processou a líder do governo Bolsonaro no Congresso e a editora Universo dos Livros, alegando que o livro "Delatores — ascensão e queda dos investigados na Lava Jato", lançado no fim de 2017, causou-lhe "humilhação pública" e "grande sofrimento". "Basta ler o livro para verificar o cunho pejorativo, denegridor e diminuto que se deu à conduta" de Magnus, escreveu a defesa dele.

O empresário também informou à Justiça que, na verdade, o livro não foi escrito por Hasselmann, mas por um ghost-writer, e que o real autor da obra, o jornalista Pedro Zabarda, admitiu o fato. Ainda segundo a Época, Zabarda foi questionado pelo empresário sobre "as afirmações falsas" no livro. Ele respondeu, segundo o empresário, "que a autora legal do livro, Joice Hasselmann, foi a responsável pela revisão".

Hasselmann afirmou ao TJ-SP, em fevereiro deste ano, que Magnus  fez uma "interpretação distorcida do texto" do livro, e que a indenização de R$ 2 milhões seria fora de seu orçamento. A defesa do empresário vai recorrer. O caso aguarda o julgamento na segunda instância, também no TJ-SP.

Segundo a revista Veja, a Universo dos livros também apresentou contestação e alegou “ilegitimidade passiva”, justificando que a empresa atuou apenas na publicação do livro e que não praticou nenhuma conduta irregular.