Fotografo: Divulgação
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Rui Costa, governador da Bahia

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), silenciou sobre a menção a ele no inquérito que apura a venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
 
Na ação de busca e apreensão feita na semana passada pela PF na casa da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do TJ-BA presa nesta sexta-feira, foi encontrado um bilhete manuscrito que cita o governador:
 
"Pedir ao governador nos atender para que ele fale com o Julia Ribas da Embrapa Vancy do Aeroporto para atender o pessoal da Adey Táxi Aéreo, Yeda Muricy Guimarães".  
 
A Adey Taxi Aéreo é a empresa que tem um hangar no aeroporto de Salvador, onde Adailton Maturino, falso cônsul preso na mesma operação na semana passada, despachava .
 
Maturino é, segundo as investigações, um dos beneficiados pelo esquema criminoso.
 
"Caso de fato a empresa de Táxi Aéreo esteja vinculada a Guiné Bissau e a Adailton Maturino, deduz-se que a desembargadora estaria pedindo favores ao governador e ao juiz federal em benefício do investigado", escreveu o Ministério Público Federal. 
 
Procurado, Rui Costa não respondeu.