Fotografo: SAMG
...
Sem Legenda

Os preços do boi gordo seguiram firmes no mercado físico brasileiro nesta segunda-feira, 6. “A maior parte dos frigoríficos ainda não posicionou suas escalas de abate, e ficou avaliando as melhores estratégias de aquisição de boiadas para o restante da semana”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
 
A oferta de animais terminados no geral é restrita neste início de entressafra, levando a uma maior dificuldade na composição das escalas de abate. Além disso, segundo a consultoria, as exportações seguem em ótimo nível, com os frigoríficos demandando animais jovens que cumprem os requisitos para exportação ao mercado asiático.
 
“Outro ponto que deve ser considerado é a reabertura de restaurantes e outros estabelecimentos na capital de São Paulo. A demanda não retornará imediatamente ao patamar anterior à pandemia; no entanto, qualquer recuperação do consumo no mercado doméstico é positiva nessas circunstâncias”, salienta Iglesias.
 
Na capital de São Paulos, os preços do mercado à vista subiram de R$ 218 para R$ 219. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 214. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 211. Em Goiânia (GO), estabilizaram em R$ 211. Já em Cuiabá (MT), seguiram em R$ 197.
 
Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, há otimismo quando ao consumo doméstico na primeira quinzena de julho, principalmente na capital paulista, com o relaxamento das medidas de isolamento social.
 
A ponta de agulha ficou em R$ 12 o quilo, ante R$ 11,90 por quilo na sexta-feira. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,60 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.