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29/11/2021 as 11:40 | Por Bahia Noticias |
Presidente da ViaBahia culpa ANTT por iinvestimentos suspensos nas BRs 116 e 324
Mesmo reclamando da ANTT e sendo pressionado pelo ministério da Infraestrutura, Bartolomeu defendeu o legado da ViaBahia em duas das maiores rodovias federais do estado
Fotografo: André Frutuoso / Divulgação
Sem Legenda

O presidente da concessionária de rodovias ViaBahia, o português José Pedro Guerreiro Bartolomeu, culpou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pela interrupção dos investimentos nas estradas federais geridas pela empresa. De acordo com o gestor, em entrevista ao Bahia Notícias, a agência não cumpriu com a obrigação contratual de realizar revisões quinquenais (a cada cinco anos), provocando um desequilíbrio financeiro nas gestões das BRs 116 e 324.
 
Depois da ANTT faltar com as revisões quinquenais de 2014 e 2019, a ViaBahia acionou vias jurídicas para forçar a revisão do contrato. Entretanto, segundo Bartolomeu, todas as 56 demandas de investimentos constantes na negociação foram recusadas pela agência, o que inviabiliza as reformas necessárias aos usuários da rodovia.
 
“Do total de 83 demandas que a Via Bahia apresentou para as duas revisões quinquenais, 56 são só de investimento. E a agência não aprovou nenhuma dessas propostas de investimento, que não são só feitas por nós. São feitas pelas populações, pelos usuários, inclusive apresentadas à ANTT em duas audiências públicas realizadas em 2017. E a que a agência não está a incluir nesta proposta de revisão quinquenal. Isso é grave”, disse Bartolomeu.
 
Mesmo reclamando da ANTT e sendo pressionado pelo ministério da Infraestrutura, Bartolomeu defendeu o legado da ViaBahia em duas das maiores rodovias federais do estado, geridas pela empresa desde 2009, e disse que pretende cumprir o contrato até o fim.
 
“Dos investimentos obrigatórios, diferente do que tem sido publicizado, a ViaBahia realizou 90% dos observados no contrato. São mais de R$ 2 bilhões investidos. E aquilo que pretendemos, obviamente, é continuar a cumprir o contrato, cumprir nossas obrigações. Para isso, dependemos da revisão quinquenal realizada nos termos da cláusula do contrato”, afirmou o português. Confira a entrevista completa clicando




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