Fotografo: Reprodução/Shutterstock
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A primeira vacina anti-covid-19 do mundo deve será registrada na próxima quarta-feira (12) pela Rússia. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) pelo vice-ministro da Saúde russo, Oleg Gridnev.
 
Caso isso seja concretizado, o país será o primeiro do mundo a ter uma vacina contra o novo coronavírus. 
 
"No momento, o último e terceiro estágio está em andamento. Os ensaios são extremamente importantes. Temos que entender que a vacina deve ser segura. Profissionais de saúde e idosos serão os primeiros a serem vacinados", disse afirmou Gridnev, segundo divulgado pelo Sputnik.
 
Segundo o ministro, a eficácia da vacina será julgada quando a população tiver desenvolvido imunidade. A imunização está sendo desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, em Moscou, em conjunto com o Ministério da Defesa da Rússia.
 
Ela utiliza o mesmo prinícipo da vacina de Oxford, que passa por testes no Brasil. É composta por adenovírus, vírus que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos. É uma tecnologia que nunca foi usada.
 
Segundo o Sputnik, os testes estão sendo feitos no Hospital Clínico Militar de Burdenko e na Universidade Médica Estatal Sechenov, em Moscou. Começaram em 18 de junho e incluíram 38 voluntários. Todos os participantes desenvolveram imunidade, segundo o Sputinik.
 
A vacina pode chegar ao Brasil pois os russos entraram em contato com o governo do Paraná e com o Instituto Butantan para a venda a tecnologia, e ambos não descartaram a possibilidade de compra.
 
A velocidade do desenvolvimento e a falta de transparência levaram à desconfiança em relação ao imunizante. O Reino Unido, os EUA e o Canadá acusaram a Rússia de ter usador hackers para tentar roubar pesquisas sobre a vacina contra a covid-19.