Fotografo: Reprodução/correio
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No momento em que o Brasil comemora a Produção Orgânica de Alimentos, o Ministério da Agricultura (Mapa) anunciou que quer estimular a produção de adubos orgânicos, e afirmou que está desenvolvendo um programa nacional de bioinsumos. O anuncio foi feito durante a abertura da 15ª edição da Semana dos Orgânicos.
 
O programa pretende incentivar a produção de fertilizantes biológicos e produtos para nutrição vegetal e animal a partir de microorganismos. Eles seriam capazes de controlar pragas diminuindo a necessidade de uso de produtos químicos.
 
“A cada ano cresce, na faixa de 10 a 15 por cento, o número de produtores rurais registrados no Mapa que trabalham com alimentos orgânicos, provando que há espaço para todos no mercado. O setor já alcança faturamento anual bilionário, na casa dos R$ 4 bilhões”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
 
O Mapa não divulgou qual o prazo para o lançamento do programa, mas adiantou que o projeto está sendo montado por várias secretarias vinculadas à pasta. A norma atual estabelece que os insumos regulamentados para a agricultura orgânica devem passar por um processo de registro diferenciado, mais simples e ágil para facilitar a regularização.
 
De acordo com o IBGE, 58% dos produtores brasileiros não utilizam nenhum tipo de adubação, 20% usam adubação química, 12% preferem adubação orgânica e 11% usam adubos químicos e orgânicos. Os dados coletados durante o último censo agrícola mostram ainda que 33% dos produtores afirmam usar agrotóxicos.
 
O mercado de fertilizantes orgânicos está em expansão no Brasil. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) revelam que o faturamento das empresas de fertilizantes orgânicos deve crescer entre 20% e 21% em 2019.
 
No Brasil existem cerca de 300 insumos certificados para o mercado orgânico. O número ainda é considerado muito baixo. Em alguns países, como os Estados Unidos, existem mais de 5 mil insumos orgânicos certificados.
 
“Existe mercado lá fora, existe mercado aqui dentro, inclusive um mercado que paga mais por estes produtores. Então é uma questão de organização do setor”, completou a ministra.