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25/11/2020 as 01:42 | Por Agência Safras | 435
Queda nos preços da arroba começa a perder força no Brasil, diz Safras
Segundo a Safras & Mercado, esse cenário é impactado pela oferta restrita de animais, que é observada em boa parte do país
Fotografo: Lenito Abreu/GovTocantins
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O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país nesta terça-feira, 24. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda exercem pressão sobre os pecuaristas, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte, mas o movimento de queda nos preços perdeu intensidade, consequência da oferta ainda restrita, quadro dominante em grande parte do país.

“A estiagem prolongada resultou em um grande desgaste das pastagens, tardando o desenvolvimento dos animais de pasto. A expectativa é que eles estejam aptos ao abate apenas no final do primeiro trimestre de 2020”, assinala Iglesias.
 
Enquanto isso, na Região Sudeste, o preço da arroba do boi se acomodou, com registro de ritmo cadenciado de negócios nesses estados.
 
“Importante destacar que a demanda de carne bovina seguirá aquecida no decorrer de novembro, avaliando o décimo terceiro salário como motivador do consumo. Ao mesmo tempo, as exportações permanecem em bom nível, ainda com a China absorvendo volumes importantes de proteína animal brasileira, consequência da lacuna de oferta formada pela Peste Suína Africana”, diz o analista.
 
Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 281 a arroba, estáveis. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor foi de R$ 275, também inalterado. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a arroba também estabilizou em R$ 270 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 270 a arroba, ante R$ 272 na segunda-feira, 23. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 266 a contra R$ 267 a arroba.
 
Atacado
No mercado atacadista, os preços seguem acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, uma vez que a demanda doméstica está cada vez mais próxima do seu ápice.
 
“Somado a isso temos o excelente ritmo de embarques, com a China ainda absorvendo volumes expressivos de proteína animal brasileira. Este é um dos principais diferenciais para o setor carnes no ano corrente”, reforça o analista.
 
Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 16,30 o quilo, e a ponta de agulha continuou em R$ 15,70 o quilo.




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