Fotografo: Reprodução / MP-RJ
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Sem Legenda

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz afirmou hoje (29) à Polícia Federal que desconhece o suposto vazamento de informações de uma investigação que lhe atingiria no caso da "rachadinha", como relatado anteriormente pelo empresário Paulo Marinho, segundo o jornal O Globo. Esse foi o primeiro depoimento prestado desde que Queiroz tornou pivô das investigações envolvendo o senador.
 
De acordo com investigadores, Queiroz negou ter conhecimento de irregularidades sobre o assunto e disse que nunca teve informações antecipadas de investigações. Ainda conforme o O Globo, Queiroz contou à PF que foi ele próprio quem pediu para ser exonerado do cargo de assessor do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, negando a suspeita de que foi demitido por Flávio após ele ter obtido informações confidenciais de que seu então assessor seria alvo de investigações em curso devido a uma movimentação bancária incompatível. 
 
Como justificativa para seu pedido demissão, Queiroz disse à PF que estava "cansado" de trabalhar como assessor político e que iria cuidar de problemas de saúde.
 
Queiroz foi preso preventivamente no último dia 18, a pedido do Ministério Público do Rio, na Operação Anjo. Custodiado no presídio de Bangu 8, o ex-assessor foi ouvido na tarde desta segunda-feira, na condição de testemunha, pelo delegado da PF do Rio Jaime Cândido por meio de videoconferência, para evitar risco de contágio por coronavírus.