Fotografo: Divulgação
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Foto de Maria Leda que consta no sistema da polícia

A câmera de reconhecimento facial é uma tecnologia recente no Brasil. Em Salvador, por exemplo, ela foi usada pela primeira vez apenas no Carnaval deste ano e ajudou a prender um folião que estava foragido. O grande problema dela é que, por ainda estar dando os primeiros passos, pode gerar confusão. Foi o que aconteceu  no Rio de Janeiro, quando uma mulher inocente foi confundida.
 
Uma mulher estava sentada na calçada da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, segurando uma placa de compra de ouro e prata, quando a câmera de reconhecimento facial apontou que se tratava de Maria Lêda Félix da Silva, condenada por homicídio e foragida da polícia. Parecida com a criminosa, ela estava sem documentos e foi levada para a delegacia da região. A vítima só foi liberada após familiares comprovarem, com documentos, que se tratava de uma inocente.
 
Esse não foi o único erro das câmeras de reconhecimento facial. A mulher procurada pelas câmeras, na verdade, já está presa desde 2015, mas a Polícia Militar, responsável pela operação do sistema, não sabia disso.
 
Ao jornal O Globo, a Secretaria estadual de Polícia Militar disse que vai solicitar à Secretaria de Polícia Civil um aperfeiçoamento do banco de dados.