Fotografo: ANSA
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Lorenzo Baldisseri (centro) conversa com o papa Francisco durante Sínodo no Vaticano

O secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, disse neste  que a assembleia convocada para o próximo mês de outubro para discutir a situação da Amazônia servirá para combater a "cultura do descarte" e a "mentalidade extrativista".
 
O Sínodo sobre a Região Pan-Amazônica acontecerá entre os dias 6 e 27 de outubro de 2019, com o tema: "Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma economia integral", e foi convocado pelo papa Francisco.
 
"O crescimento desmedido das atividades agrícolas, extrativas e de desmatamento na Amazônia não apenas danificou a riqueza ecológica da região, de sua floresta e de suas águas, mas também empobreceu a realidade social e cultural", afirmou Baldisseri, durante um fórum ambiental realizado em San Miniato, na Itália.
 
Segundo o cardeal, o Sínodo intervirá contra a "profunda crise causada por uma prolongada ingerência humana, na qual predomina a cultura do descarte e uma mentalidade extrativista". "A Igreja se sente chamada em causa por uma situação que exige ações urgentes e propostas criativas", acrescentou.
 
A assembleia episcopal de outubro discutirá novos caminhos para a evangelização da Amazônia, a tutela de povos indígenas e formas de proteção do meio ambiente. A sustentabilidade ambiental é uma das bandeiras do pontificado de Francisco e tema de sua primeira encíclica, a "Louvado seja", que prega a criação de um novo modelo de desenvolvimento.
 
Recentemente, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, reconheceu que o governo Bolsonaro está "preocupado" com o sínodo, afirmando que parte dos temas na pauta "afeta a soberania nacional".