Fotografo: Divulgação
...
Sem Legenda

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta. Em dia de muita volatilidade, o mercado se ajustou tecnicamente, elevando a valorização semanal para a casa de 0,50%. O relatório do USDA, apesar de baixista, não impactou sobre as operações. 
 
O relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou safra de soja americana acima do previsto em dezembro e também superior à previsão do mercado. A produção 2019/2020 está estimada em 3,558 bilhões de bushels, ou 96,83 milhões de toneladas, contra 3,550 bilhões da estimativa anterior – 96,62 milhões de toneladas. A previsão do mercado era de 3,52 bilhões de bushels ou 95,8 milhões de toneladas. 
 
Os estoques finais em 2019/2020 estão projetados em 475 milhões de bushels, o equivalente a 12,93 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 11,76 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 475 milhões de bushels.  
 
A previsão para as exportações americanas seguiu em 1,775 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 2,105 bilhões de bushels, também sem alteração. O relatório projetou safra mundial de soja em 2019/2020 de 337,7 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 337,5 milhões. 
 
Os estoques finais estão estimados em 96,7 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 95,7 milhões de toneladas. Em dezembro, a previsão era de 96,4 milhões.  
 
A projeção do USDA aposta em safra americana de 96,8 milhões de toneladas, contra 96,6 milhões projetados em dezembro. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 123 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53 milhões de toneladas, números também inalterados. 
 
A estimativa para as importações chinesas em 2019/20 foi mantida em 85 milhões de toneladas. No ano anterior, o número foi de 82,54 milhões de toneladas.  Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 2,50 centavos ou 0,26% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,46 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 9,59 por bushel, com ganho de 2,505 centavos ou de 0,26%. 
 
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 2,70 ou 0,89% a US$ 303,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 34,35 centavos de dólar, baixa de 0,29 centavo ou 0,83% na comparação com o fechamento anterior.