Fotografo: Ilustrativa/BAHIA PLAZA
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Ilustrativa

Segundo dados do Ministério do Turismo, a Bahia é um dos principais destinos do país quando se fala em turismo religioso. Só para se ter uma ideia, o estado recebe 5 milhões de pessoas por ano por meio desse segmento, trazendo benefícios para cadeia produtiva e economia local, e a maior parte desse fluxo se destina a Salvador.
 
Em âmbito nacional, o turismo religioso é responsável por movimentar 20 milhões de viagens em mais de 300 destinos brasileiros, gerando mais de R$ 15 bilhões por ano. E quando o assunto é religiosidade e fé, Salvador está na lista dos roteiros mais visitados. Isso porque o município possui 372 templos católicos situados de ponta a ponta da cidade, sendo que muitos desses existem há séculos, revelando memórias e peculiaridades da devoção e fé aos santos.
 
Seja por motivos religiosos ou interesse pela história e arquitetura, muitos viajantes vêm durante o ano para conhecer de pertinho essa variedade de igrejas - principalmente as que estão localizadas no Centro Histórico e na Cidade Baixa.  Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), o gasto médio do turista na cidade é de R$ 182, por dia, com hospedagem, alimentação, transporte, compras, eventos, guias ou excursões.
 
Só para se ter uma ideia, se cada pessoa do universo de 5 milhões de turistas que pisam em solo baiano de janeiro a dezembro passarem ao menos um dia em Salvador, isso significa que são injetados na economia da capital, no mínimo, R$910 milhões anualmente.
 
"Esses números irão crescer exponencialmente a partir da canonização de Irmã Dulce.  Vale lembrar que Salvador já é uma cidade com uma formação forte do catolicismo, presente tanto no patrimônio material da igreja quanto no acervo e na própria historia. E a mistura dessa formação com a influência de matriz africana traz características próprias do sincretismo, muito evidenciado nas festas populares. Tudo isso reunido faz de Salvador um dos destinos religiosos de referência internacional”, disse o titular da Secult, Cláudio Tinoco.  
 
“Antes, o turismo religioso da capital baiana estava relacionado ao tradicional. Ou seja, muitos que vinham de fora para conhecer as praias, a gastronomia e a cultura local faziam questão de tirar um tempo para ir às igrejas. Desde o anúncio da canonização de Irmã Dulce, as agências de viagem, tanto de fora quanto as daqui, começaram a divulgar Salvador como destino religioso”, destacou o coordenador nacional da Pastoral do Turismo (Pastur), padre Manoel Filho.