Fotografo: Divulgação
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Sem Legenda

O WhatsApp admitiu pela primeira vez o envio ilegal em massa de mensagens nas eleições presidenciais do ano passado. Sistemas automatizados foram usados por empresas para disparar milhares de mensagens no período. No segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) derrotou Fernando Haddad (PT) e foi eleito presidente. A informação é da Folha de S. Paulo.
 
"Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas", disse Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em uma palestra no Festival Gabo.
 
Desde as eleições, o app passou por mudanças para combater a disseminação de notícias falsas. Milhares de contas foram banidas por conta de comportamentos do tipo - eles foram rastreados com ajuda de um filtro que identifica spam automaticamente.
 
Supple, na sua fala, criticou grandes grupos públicos que crescem através de links. "Vemos esses grupos como tabloides sensacionalistas, onde as pessoas querem espalhar uma mensagem para uma plateia e normalmente divulgam conteúdo mais polêmico e problemático", afirmou. "Nossa visão é: não entre nesses grupos grandes, com gente que você não conhece. Saia desses grupos e os denuncie".
 
O executivo afirma, contudo, que o uso do WhatsApp em campanhas políticas, em si, não viola os termos de uso da plataforma. O que não pode é o uso de envio massivo usando métodos de automação. Disparar mensagens em massa dessa maneira também é proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
 
"Sabemos que eleições podem ser vencidas ou perdidas no WhatsApp", afirmou Supple. Ele disse que os esforços continuam para bloquear contas que quebram as regras. Desde que o aplicativo mudou e passou a permitir encaminhamento de mensagens para no máximo cinco pessoas ou grupos, a taxa de reencaminhamento caiu 25%, disse ele. 
 
O WhatsApp comentou o assunto via nota oficial.“Antes do segundo turno da eleição do ano passado, o WhatsApp anunciou que já tinha banido centenas de milhares de contas por tentativa de envio em massa ou automatizado de conteúdo durante o período eleitoral. Nós também notificamos empresas que diziam oferecer serviços de envio em massa de mensagens, uma violação dos nossos termos de serviço. Estamos sempre trabalhando para aperfeiçoar nossos sistemas para prevenir abusos no WhatsApp", diz a mensagem.